Dicas para se Combater a Possessividade no Casamento

Dicas para se Combater a Possessividade no Casamento

Vulnerabilidade, confiança e possessividade andam de mãos dadas. Somente quando você confia em alguém, você pode estar verdadeiramente vulnerável a ele – afinal, as pessoas só mostram seu lado vulnerável àqueles que amam.


 Traduzido e adaptado de Nazeen Gani

Possessividade nos relacionamentos pode significar a exigência que alguém lhe dê total atenção e amor.
Como uma pessoa que se identifica como a “mais possessiva” no relacionamento, eu trago alguns pontos que me ajudaram a superar isso e, eventualmente, me ajudaram a abraçar a possessividade quando fica difícil se livrar dela.

1. Autoconsciência
 

Saiba o que você faz. Os relacionamentos demandam esforço e, para isso, é importante compreender seus próprios desejos emocionais e físicos. Isto, porque um parceiro possessivo falha em reconhecer seus sentimentos em primeiro lugar, falha em descobrir onde está em um relacionamento, quais são seus pontos fortes e fracos, qual é seu papel e, finalmente, o que deseja dentro deste relacionamento, e, isso tudo, na verdade, é o básico para desenvolver a autoconsciência. Depois de desenvolver o autoconhecimento e descobrir suas necessidades, você pode, inconscientemente, lidar com a possessividade.

2. Ocupar a mente
 

Pessoas ocupadas não têm tempo para surtos emocionais. Descubra o que lhe interessa (além do seu parceiro, obviamente) e faça disso um hobby ou algo para te distrair do ciúme ou da possessividade. Pintar, cozinhar, ler ou ouvir um podcast também pode ajudar a ocupar a mente. Para mim, há beleza em “estar no presente” e em estar consigo mesmo, para refletir e ponderar sobre meus pensamentos.

3. Tocar no assunto
 

Tenha uma conversa sobre isso com seu parceiro, fale sobre os sentimentos envolvidos, as lutas e o ciúme que você identifica como possessividade. Se o seu (sua) parceiro(a) é empático o suficiente para identificar isso em você, então fique tranquila(o), os dois podem resolver juntos. Para alguns parceiros que relacionam seus sentimentos possessivos à sua insegurança ou timidez, você precisará reavaliar estes sentimentos e deixar a carência excessiva. No entanto, falar sobre isso geralmente é um bom começo, em vez de conjecturar constantemente e sentir ciúmes.

4. Confiança
 

Parece clichê, mas ajuda, confie em mim! (desculpe o trocadilho). Qual é o sentido dos relacionamentos quando não há personificação da fé? Confiar cegamente em seu parceiro é um belo “risco” de compromisso. Confiar nele o tempo todo, especialmente quando você está loucamente apaixonada(o) por ele (ela) (novamente um clichê), exige coragem e paixão. Confiar é acreditar que seu (sua) parceiro(a) não fará mal a você sob nenhum pretexto.
 

As pessoas dizem que quando você está realmente apaixonada(o), você pode facilmente desenvolver um senso de confiança em seu (sua) parceiro(a) – é verdade, mas acho que isso não pode ser feito com certo receio – o receio de ‘e se’. A confiança é uma ferramenta convincente para abordar a possessividade; mas o que é confiança sem uma boa dose de vulnerabilidade!

5. Aprecie sua vulnerabilidade
 

Vulnerabilidade pode significar estar exposto a ser atacada(o) ou prejudicada(o). Como Theodore Roethke disse: “O amor não é amor até que o amor esteja vulnerável”.
 

Vulnerabilidade, confiança e possessividade andam de mãos dadas. Somente quando você confia em alguém, você pode estar verdadeiramente vulnerável a ele – afinal, as pessoas só mostram seu lado vulnerável àqueles que amam. Você sabe que vai se machucar quando estiver vulnerável, você começará a usar a possessividade como um mecanismo de autodefesa, mas em vez de endurecer o coração e não sentir nenhuma dessas emoções, abrace essa exposição e vulnerabilidade, tome isso como algo para se orgulhar.
 

Dessa forma, durante o processo de tentar se livrar de seus sentimentos possessivos e enquanto não conseguir se livrar deles, é hora de começar a pensar em como você é vulnerável e se orgulhar disso!

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