A Pergunta Perpetuada: “Quantos anos tinha ‘A’isha quando ela se casou?”

A Pergunta Perpetuada: “Quantos anos tinha ‘A’isha quando ela se casou?”

Antes de entrarmos neste assunto, temos que ter algumas coisas em mente…


1. Era costume dos árabes fazer casamentos arranjados para os seus filhos, segurando assim as relações tribais e protegendo o estatuto social, etc.

2. O pai de ‘A’isha (Abu Bakr) tinha oferecido a mão dela em casamento algumas vezes antes de oferecer em casamento ao Profeta (que a paz esteja com ele).

3. Os pais dela ofereceram em casamento a sua filha a Muhammad (que a paz esteja com ele) em mais do que uma ocasião.

4. O Islam veio para corrigir todas as coisas erradas que as pessoas estavam a fazer.

Primeiro, o Profeta Muhammad (que a paz esteja com ele) não casou com ‘A’isha quando ela era uma criança imatura. Os pais dela ofereceram-na em casamento como era costume na sua cultura naquele tempo. No entanto, o Profeta (que a paz esteja com ele) não aceitou isso e eles esperaram vários anos antes de a oferecer em casamento a ele outra vez.

Segundo, temos de entender que o Islam inclui sempre “Direitos e Limites”. O Qur’an clarifica o que os direitos de toda a gente são e quais são os limites também.

Foi através deste matrimónio com o Profeta (que a paz esteja com ele) que descobrimos o exemplo do significado das limitações estipuladas no quarto capítulo do Qur’an, chamado “As Mulheres”:

“Ó crentes! Sois proibidos de herdar mulheres contra a sua vontade.” (Qur’an 4:19)

As mulheres por todo o mundo não tinham quaisquer direitos naquela altura e os homens não conheciam limites quanto a lidar com elas. Um dos problemas era que um homem podia casar a sua filha a qualquer idade e ela não poderia recusar.

Foi oferecido ao Profeta Muhammad (que a paz esteja com ele) o casamento com ‘A’isha, pelos pais dela em mais do que uma ocasião. Uma vez quando ‘A’isha tinha seis anos, a mãe dela chamou-a para casa onde ela ouviu a proposta de casamento a ser oferecida pelo seu pai ao seu melhor amigo, Muhammad (que a paz esteja com ele), como era costume dos árabes naqueles tempos. Muhammad (que a paz esteja com ele) não aceitou esta oferta daquela vez, mesmo sendo costume deles, pois ela não era matura ainda.

Nota: Ela não casou com ele e voltou aos seus amigos lá fora para brincar. Eles não se casaram nesta ocasião.

Depois de alguns anos, quando ela era matura o suficiente para casar de acordo com o Islam (ela era capaz de ter filhos) ela aceitou a proposta de casamento e ela casou com o Profeta (que a paz esteja com ele).

Então encontramos que a rapariga deve ser matura o suficiente para ter filhos e deve ser capaz de determinar por sua própria vontade. O Profeta (que a paz esteja com ele) casou com ela na idade mínima que uma rapariga pode casar. Isto é, ela era matura o suficiente para ser considerada elegível para casamento e tendo sabedoria suficiente para fazer tal escolha mesmo com aquela idade. E ela era virgem. Isto era para mostrar aos muçulmanos como tratar as jovens quando se casam e para não se apressarem a ter relações sexuais com elas até que elas estejam preparadas para tal. Tudo isto está gravado nos ahadith narrados pela própria ‘A’isha em relação ao tratamento que ela recebeu do Profeta (que a paz esteja com ele).

Como recompensa pela sua devoção a Allah e ao Islam, Allah honrou-a na Surah an-Nur, absolvendo-a de qualquer suspeita de relações sexuais ilícitas com um dos companheiros, como alguns mentirosos inventaram contra ela. Dez versos foram revelados em relação a este incidente só sobre ‘A’isha.

“Por certo, aqueles que trouxeram a calúnia (contra ‘A’isha) são um grupo entre vós. Não o considereis algo mau para vós. Não, é bom para vós. Por cada homem entre eles será pago aquilo que eles ganharam do pecado, e quanto àquele entre eles que teve a maior parte (deste ganho), dele será um tormento enorme.

Então porque é que os crentes, homens e mulheres, quando a ouviram (a calúnia), não pensaram bem do seu povo e disseram: “Essa é uma mentira óbvia”?

Porque é que eles não produziram quatro testemunhas? Visto que não produziram testemunhas, então para Allah eles são mentirosos.

Se não fosse pela graça de Allah e pela Sua Misericórdia para convosco neste mundo e na Próxima Vida, um grande tormento teria vos tocado pelo que dissestes.

Quando a propagavam com as vossas línguas, e disseram com as vossas bocas aquilo que desconhecíeis, contaram-no como leve, enquanto que para Allah foi grave.

E porque é que não, quando a ouviram, disseram: “Não é correcto para nós falar disto. Glorificado sejas (Ó Allah), esta é uma grande mentira.”?

Allah proibiu-vos disso e avisa-vos a não repetir algo semelhante para sempre, se sois crentes.” (Qur’an 24:11-17)

‘A’isha também recebeu o distinto título de “Mãe dos Crentes” mesmo não tendo nenhum filho. Allah honrou-a bastante pela sua paciência e dedicação.

Finalmente, ‘A’isha (que Allah esteja satisfeito com ela) conta-nos com as suas próprias palavras tudo sobre as ofertas de casamento do seu pai para o Profeta (que a paz esteja com ele), e sobre o casamento em si quando este tinha acontecido anos atrás. Ela também descreve em termos de elogio o noivado deles, casamento, vida juntos e a vida depois da morte dele – tudo com os melhores termos. Ela nunca disse uma única coisa má contra o seu marido e ela descreveu-o como o melhor dos homens e o exemplo do próprio Qur’an. Ela aprendeu com ele e passou o conhecimento valiosíssimo sobre relações familiares em geral e sobre o casamento em particular através da explicação da sua própria relação com o Profeta Muhammad (que a paz esteja com ele).

Ela conta-nos sobre corridas e brincadeiras que tiveram juntos, desfrutando de desporto e eventos de competição juntos, e menciona a sua intimidade pessoal com o Profeta Muhammad (que a paz esteja com ele), nos mais maravilhosos termos. O conselho dela e instruções para ambos os homens e as mulheres em relação a estabelecer e manter a melhor relação entre marido e esposa é ainda o melhor dos conselhos que encontramos hoje.

Como mencionado acima, até Allah, o Criador e Sustentador do universo, defendeu a sua honra e integridade no Seu Livro. O seu próprio relato do casamento com o Profeta Muhammad (que a paz esteja com ele), e as várias descrições dela de eventos e acontecimentos antes e durante o seu casamento e a sua devoção contínua à memória do seu marido e a fé de que se iriam reunir no Paraíso só pode guiar-nos a acreditar, de facto, que este foi mesmo o melhor dos casamentos na história da humanidade.

Shakespeare podia ter prestado melhor serviço ao mundo ocidental, em vez de contar uma história de dois adolescentes a encontrarem-se às escondidas por trás das costas dos seus pais, que depois cometeram suicídio duplo – quando não tiveram o que queriam, em Romeu e Julieta – (e de acordo com o Judaísmo, o Cristianismo e o Islam – os dois foram para o Inferno).

Suponhamos que ele contaria a verdadeira história de “Muhammad e ‘A’isha” – estas eram pessoas de verdade que acreditavam em Deus e viveram uma vida abençoada na terra e viverão juntos no Paraíso – “Felizes para sempre”.

Fonte: Islamnewsroom.com

Veja também: Foi o Profeta Muhammad um pedófilo? http://islamdawarecife.blogspot.com.br/2013/06/foi-o-profeta-muhammad-um-pedofilo.html

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