Rastreando os Ensinamentos Originais de Jesus

Rastreando os Ensinamentos Originais de Jesus

É verdade que haviam milhares de registros genuínos dos Evangelhos e a Igreja destruiu a maioria deles e selecionou apenas quatro Evangelhos – escritos dezenas de anos depois de Jesus – como canônicos.

No entanto, há versos nos quatro Evangelhos canônicos que ainda refletem a natureza real de Jesus (que a paz esteja sobre ele) e sua mensagem original. Estes versículos são coerentes com a mensagem pregada por todos os profetas de Deus que precederam Jesus e a mensagem transmitida pelo Profeta Muhammad (que a paz esteja sobre ele). Nesta seção do livreto, tentaremos identificar alguns deles.


Deus é Um   

Jesus, em vários versos nos Evangelhos, enfatiza que Deus é Um só Deus e não um Deus trino como reivindicado pela Igreja.

“Esclareceu Jesus: ‘O mais importante de todos os mandamentos é este: ‘Ouve, ó Israel, o Senhor, o nosso Deus é o único Senhor.’’” (Marcos, 12:29)

 “E a vida eterna é esta: que te conheçam a Ti, o Único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste.” (João, 17:3)

“Como podeis crer, vós que recebeis honra uns dos outros, mas não buscais a glória que vem do Deus único?” (João, 5:44)

“Dize, Muhammad; ‘Sou, apenas, homem como vós; revela-se-me que vosso Deus é Deus Único. Então, sede retos com Ele, e implorai-Lhe perdão’. E, ai dos idólatras…” (Alcorão, 41:6)

O cumprimento da Lei de Deus

Jesus (que a paz esteja sobre ele) era dedicado à Lei de Deus. Ele costumava ensinar esta Lei no templo e ele ordenou que seus seguidores se comprometessem com ela. Se Jesus tivesse a menor intenção de destruir ou ab-rogar a Lei de Deus, como o Apóstolo Paulo alegou, por que estava ele insistente em manter e ensinar uma lei obsoleta todos os dias?

“Jesus passava o dia ensinando no templo.” (Lucas, 21:37)

Porque Jesus (que a paz esteja sobre ele), como todos os profetas de Deus, era dedicado à Lei de Deus, ele ordenou explicitamente a seus seguidores que se apegassem a ela e nem sequer pensassem o contrário.

“Em seguida, fizemos-te (Muhammad) estar sobre uma legislação de ordem; então, segue-a. E não sigas as paixões dos que não sabem.” (Alcorão, 45:18)

“O dito dos crentes, quando convocados a Deus e a Seu Mensageiro, para que este julgue, entre eles, é, apenas, dizerem: ‘Ouvimos e obedecemos’. E esses são os bem-aventurados.” (Alcorão, 24:51)

“Não penseis que vim destruir a Lei ou os Profetas. Eu não vim para anular, mas para cumprir.” (Mateus, 5:17)

“‘Por que me perguntas a respeito do que é bom? Há somente um que é bom. Se queres entrar na vida eterna, obedeça aos mandamentos’” (Mateus, 19:17)

O Alcorão afirma que Jesus Cristo (PECE) foi enviado para confirmar a Lei de Deus e assim o fez o Profeta Muhammad (PECE).

“E cheguei-vos para confirmar o que havia antes de mim (Jesus): a Tora, e para tornar lícito, para vós algo do que vos era proibido. E cheguei-vos com um sinal de vosso Senhor. Então, temei a Deus e obedecei-me.” (Alcorão, 3:50)

“E não é admissível a crente algum nem a crente alguma – quando Deus e Seu Mensageiro decretam uma decisão – que a escolha seja deles, por sua própria decisão. E quem desobedece a Deus e a Seu Mensageiro, com efeito, se descaminhará com evidente descaminho.” (Alcorão, 33:36)

Jesus era um profeta de Deus

Todos os profetas foram enviados por Deus para guiar seu povo para a Sua Senda Reta. Jesus (PECE) deixou claro que ele foi enviado como um profeta para guiar as ovelhas perdidas da casa de Israel. Portanto, as pessoas em seu tempo o reconheceram como um profeta de Deus.

“Mais uma vez, verdadeiramente vos afirmo: vem a hora, e já chegou, em que os mortos ouvirão a voz do Filho de Deus; e os que a ouvirem viverão.” (João, 5:24)

“Entretanto, Jesus lhes afirmou: ‘Não há profeta sem honra, a não ser em sua própria terra, e em sua própria casa’” (Mateus, 13:57)

“Então as multidões exclamavam: ‘Este é o profeta Jesus, vindo de Nazaré da Galileia!’” (Mateus, 21:11)

“E a vida eterna é esta: que te conheçam a Ti, o Único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste.” (João, 17:3)

“Em verdade, em verdade vos afirmo que nenhum escravo é maior do que seu senhor, como também nenhum enviado é maior do que aquele que o enviou.” (João, 13:16)

Nos versos seguintes, Jesus (PECE) enfatiza que as palavras que ele transmitiu foram as palavras de Deus e não as suas. Não é esse o trabalho de um profeta?

“…e a Palavra que vós estais ouvindo não é minha, mas do Pai, que me enviou.” (João, 14:24)

O Messias, filho de Maria, não é senão um Mensageiro; antes dele, com efeito, os outros Mensageiros passaram. E sua mãe era veracíssima.” (Alcorão, 5:75)

E, na pegada daqueles, fizemos seguir a Jesus, de Maria, para confirmar a Tora, que havia antes dele. E concedêramos-lhe o Evangelho; nele, há orientação e luz e confirmação da Tora, que havia antes dele, e orientação e exortação para os piedosos.” (Alcorão, 5:46)

Jesus era um homem acreditado por Deus

Jesus foi reconhecido pelas pessoas como um homem acreditado por Deus.

“Jesus de Nazaré, homem aprovado por Deus diante de vós por meio de milagres, feitos portentosos e muitos sinais, que Deus por meio dele realizou entre vós, como vós mesmos bem sabeis.” (Atos, 2:22)

“Por mim mesmo, nada posso fazer; conforme ouço, assim julgo; e o meu julgamento é justo, porque não busco agradar a meu próprio desejo, mas satisfazer a vontade do Pai que me enviou.” (João 5:30)

“Dize: “De vossos ídolos, há quem guie à verdade?” Dize: “Deus guia à verdade. Então, quem é mais digno de ser seguido: quem guia à verdade ou quem não se guia senão enquanto guiado?” (Alcorão, 10:35)

“Ambos (Jesus e Maria) comiam alimentos como os demais. Olha como tornamos evidentes, para eles, os sinais; em seguida, olha como se distanciam destes.” (Alcorão, 5:75)

“Por certo, o exemplo de Jesus, perante Deus, é como o de Adão. Ele o criou de pó; em seguida, disse-lhe: ‘Sê’, então foi.” (Alcorão, 3:59)

Jesus não era divino

  • “O Pai é maior do que eu”

“Eu vou para o Pai, pois o Pai é maior do que eu.” (João, 14:28)

 “Por que me chamas bom? Ninguém é bom, a não ser um, que é Deus!” (Marcos, 10:18)

“Meu Pai, que as deu a mim, é maior do que todos, ninguém é capaz de arrancá-las da mão de meu Pai.” (João, 10:29)

 “E, por certo, Deus é meu Senhor e vosso Senhor: então, adorai-O. Esta é uma senda reta.” (Alcorão, 19:36)

  • Jesus era um servo de Deus

 “O Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó, o Deus dos nossos antepassados, glorificou a seu Servo Jesus.” (Atos, 3:13)

“Em verdade, em verdade vos afirmo que nenhum escravo é maior do que seu senhor, como também nenhum enviado é maior do que aquele que o enviou.” (João, 13:16)

Eis o meu Servo (Jesus), que escolhi.” (Mateus, 12:18)

Deus escolheria Ele Mesmo ou Seu Filho eterno como um servo, ou escolheria Seus profetas como Seus servos?

  • Jesus não tinha conhecimento e autoridade

“Todavia, a respeito daquele dia ou hora ninguém sabe; nem os anjos no céu, nem o Filho do homem, senão apenas o Pai.” (Marcos, 13:32)

Pois Eu (Jesus) não tenho falado por mim mesmo, mas o Pai, que me enviou, esse me deu ordens sobre o que Eu deveria dizer e o que proclamar.” (João, 12:49)

Se Jesus (que a paz esteja sobre ele) fosse divino, por que ele não tinha conhecimento e autoridade?

  • A divindade de Jesus se baseia em falsas especulações

Os eruditos cristãos têm afirmado que alguns versículos nos Evangelhos implicam a divindade e a eternidade de Jesus (que a paz esteja sobre ele).

“No princípio era a Palavra, e a Palavra estava com Deus, e a Palavra era Deus. Ele, a Palavra, estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas através dele, e, sem Ele, nada do que existe teria sido feito.” (João, 1:1-3)

“E agora, Pai, glorifica-me junto a Ti, com a glória que Eu tinha contigo antes que o mundo existisse.” (João, 17:5)

“Eu e o Pai somos um.” (João, 10:30)

A noção dos primeiros versículos (João, 1:1-3) foi declarada por João e não por Jesus (que a paz esteja sobre ele). João não era um apóstolo, nem mesmo uma testemunha ocular de Jesus (que a paz esteja sobre ele). Ele escreveu seu Evangelho cerca de 100 anos depois de Jesus e há a possibilidade de que ele tenha sido influenciado pelas noções das Epístolas de Paulo, que precederam o seu Evangelho.

Além disso, os escritos originais de João não estão disponíveis e, portanto, não se deve descartar a possibilidade de que a “pena fraudulenta”, mencionada em Jeremias (8:8), possa ter manipulado esses versículos. Isto pode ser confirmado pelo fato de que João, em outros versículos de seu Evangelho, declarou explicitamente que Deus é um só Deus (Leia João, 5:44 e 17:3 na seção 5.1).

segundo versículo poderia significar que Deus glorificou Jesus como Ele o fez com todos os Seus profetas (que a paz esteja sobre ele) quando Ele planejou criar a humanidade e o mundo.

terceiro versículo (João, 10:30) pode implicar que Jesus (que a paz esteja sobre ele) é um em propósito com Deus porque pregou a Senda Reta de Deus. É por isso que Jesus disse, “…Pai, como Tu estás em mim e eu em Ti. Que eles também estejam (unidos) em nós…” (João 17:21). Definitivamente, “estejam (unidos)”, neste versículo, significa ‘unidos em propósito’.

“E eles dizem: ‘O Misericordioso tomou para Si um filho!’ Com efeito, fizestes algo horrente! Por causa disso, os céus quase se despedaçam e a terra se fende e as montanhas caem, desmoronando-se, por atribuírem um filho ao Misericordioso! E não é concebível que O Misericordioso tome para Si um filho.” (Alcorão, 19:88-92)

Os milagres de Jesus foram feitos pela Vontade de Deus

Foi pela vontade de Deus que Jesus fez seus milagres. Portanto, Marcos nos diz que Jesus não foi capaz de curar um cego à primeira tentativa (8:22-26). Será que Deus ou o filho de Deus não conseguem curar um cego em sua primeira tentativa?

“Todavia, se é pelo dedo de Deus que Eu expulso os demônios, então, com toda certeza, é chegado o Reino de Deus sobre vós.” (Lucas, 11:20)

“Mas, se é pelo Espírito de Deus que Eu expulso demônios, então, verdadeiramente, é chegado o Reino de Deus sobre vós!” (Mateus, 12:28)

“Jesus de Nazaré, homem aprovado por Deus diante de vós por meio de milagres, feitos portentosos e muitos sinais, que Deus por meio dele realizou entre vós, como vós mesmos bem sabeis…” (Atos, 2:22)

“E ensinar-lhe-á a Escritura, e a sabedoria, e a Tora, e o Evangelho. E fá-lo-á Mensageiro para os filhos de Israel, aos quais dirá: ‘Cheguei-vos com um sinal de vosso Senhor. Eu vos criarei do barro uma figura igual ao pássaro e, nela, soprarei e será pássaro, com a permissão de Deus. E curarei o cego de nascença, e o leproso, e darei a vida aos mortos, com a permissão de Deus. E informar-vos-ei do que comeis e do que entesourareis em vossas casas. Por certo, há nisso um sinal para vós, se sois crentes.’” (Alcorão, 3:48-49)

Jesus (que a paz esteja sobre ele) admitiu que era capaz de fazer milagres somente pela vontade de Deus e não porque ele era divino. Curiosamente, era óbvio para aqueles que testemunharam seus milagres que ele era um homem apoiado por Deus (Atos 2:22), e não o Próprio Deus ou o filho de Deus.

Todo mundo é responsável por seus próprios atos

Segundo o Cristianismo moderno, Jesus sofreu, morreu, foi sepultado, desceu ao inferno e ressuscitou dentre os mortos, a fim de conceder a vida eterna e o perdão dos pecados àqueles que creem nele.

Onde na Bíblia Jesus disse que ele era filho de Deus que foi enviado para sofrer pela remissão de pecados? Pelo contrário, na Bíblia, como no Alcorão, todo mundo é responsável por seus próprios atos.

“O filho não levará a culpa do pai, tampouco o pai será culpado pelo pecado do filho. Assim, a justiça do justo lhe será creditada, e a malignidade do ímpio lhe será devidamente cobrada com a vida.” (Ezequiel, 18:20)

“Os pais jamais deverão ser mortos em lugar dos filhos, nem os filhos em lugar dos pais; cada um cumprirá sua pena e morrerá, se for necessário, por seu próprio pecado!” (Deuteronómio, 24:16)

“E cada alma não comete pecado senão contra si mesma. E nenhuma alma pecadora arca com o pecado de outra.” (Alcorão, 6:164)

“Quem se guia se guiará, apenas, em benefício de si mesmo, e quem se descaminha se descaminhará, apenas, em prejuízo de si mesmo. E nenhuma alma pecadora arca com o pecado de outra. E não é admissível que castiguemos a quem quer que seja, até que lhe enviemos um Mensageiro.” (Alcorão, 17:15)

O amor a Jesus requer obediência aos seus ensinamentos

Jesus (que a paz esteja sobre ele) enfatizou e ordenou a seus seguidores, que o amam, que obedecessem aos seus ensinamentos e que não fossem induzidos em erro por um falso messias, que poderia vir após ele, ainda que ele possa realizar grandes milagres e ser chamado apóstolo.

“Quem não me ama não obedece às minhas palavras; e a Palavra que vós estais ouvindo não é minha, mas do Pai, que me enviou.” (João, 14:24)

“Então, se alguém vos anunciar: ‘Vede, aqui está o Cristo!’ ou ‘Ei-lo ali!’ Não acrediteis. Pois se levantarão falsos cristos e falsos profetas e apresentarão grandes milagres e prodígios para, se possível, iludir até mesmo os eleitos. Vede que Eu o preanunciei a vós!” (Mateus, 24:23-25)

“Cuidai para que ninguém vos iluda. Pois muitas pessoas virão em meu nome (…) A estes não sigais!” (Lucas, 21:8)

“Ó vós que credes! Obedecei a Deus e obedecei ao Mensageiro e às autoridades, dentre vós. E, se disputais por algo, levai-o a Deus e ao Mensageiro, se sois crentes em Deus e no Derradeiro Dia.” (Alcorão, 4:59)

É justo, depois de todas estas advertências de Jesus seguir um falso messias como Paulo, embora ele tenha abandonado os ensinamentos de Jesus (que a paz esteja sobre ele)?

“Filho de Deus” é uma metáfora

O termo “filho de Deus” é usado na Bíblia como uma metáfora para se referir a profetas e até mesmo a qualquer um que seja justo. Portanto, encontramos vários “filhos” de Deus na Bíblia.

Nos dois versículos seguintes, Deus considerou Davi Seu “filho”. Os judeus, então, consideravam Davi um filho divino, literalmente, de Deus?

“Proclamarei o decreto do SENHOR. Ele me disse: ‘Tu és meu Filho; Eu hoje te gerei.’” (Salmos, 2:7)

“Eu serei seu Abba, pai e mestre, e Ele será meu filho.” (1 Crônicas, 17:13)

Jesus (PECE) declarou claramente que Deus é seu Deus, e o Deus de seus seguidores, e que Deus é seu Pai, e o Pai de seus seguidores.

“…estou ascendendo ao meu Pai e vosso Pai, para meu Deus e vosso Deus.” (João, 20:17)

Como poderia Jesus – como um filho de Deus e Deus Encarnado – ter um Deus e por que seus seguidores também não eram considerados divinos se Deus também era seu pai?

“E os cristãos dizem: ‘O Messias é filho de Deus’. Esse é o dito de suas bocas. lmitam o dito dos que, antes, renegaram a Fé.” (Alcorão, 9:30)

Fonte: Livro “Jesus Pregou o Islam?”, por Muhammad Solaiman

Jesus (عليه سلم) - Um Profeta do Islam