6 Perguntas Comuns

 

 

Quando a pessoa ouve sobre o Islam pela primeira vez, normalmente estas são as primeiras perguntas a surgir.

 

O que é o Islam?

A palavra “Islam” (pronunciada 'Isslam') é uma palavra árabe que significa “submeter e render a nossa vontade a Deus”. Esta palavra vem da mesma raiz que a palavra árabe “salam”, que significa “paz”. Ao contrário dos nomes usados por outras religiões, como Budismo, Hinduísmo e Cristianismo, o nome da religião do Islam foi revelado por Deus e tem um profundo significado espiritual – só submetendo a nossa vontade a Deus podemos obter paz verdadeira, nesta vida e na próxima. O Islam ensina que todas as religiões tiveram originalmente a mesma mensagem: submeter de coração à vontade de Deus e venerar a Ele somente. Por esta razão, O Islam não é uma nova religião mas é a mesma Verdade divinamente revelada por Deus a todos os profetas, incluindo Noé, Abraão, Moisés e Jesus.

 

 

Quem são os Muçulmanos?

A palavra árabe “muslim” (pronunciada 'musslim') literalmente significa “alguém que se submete à vontade de Deus”. A mensagem do Islam é para toda a humanidade e quem aceita esta mensagem torna-se muçulmano (muslim). Algumas pessoas erradamente acreditam que o Islam é só uma religião para árabes, mas nada podia estar mais longe da verdade, até porque 80% dos muçulmanos no mundo não são árabes! Mesmo que a maior parte dos árabes sejam muçulmanos, também existem árabes que são cristãos, judeus e ateus. Se alguém olhar para os diversos povos que vivem no mundo muçulmano - da Nigéria até à Bósnia e de Marrocos à Indonésia - é fácil ver que os muçulmanos vêm de todas as diferentes raças, etnias e nacionalidades. Desde o início, o Islam tinha uma mensagem universal para todos os povos. Isto pode ser visto no facto de que alguns dos primeiros companheiros do Profeta Muhammad não eram só árabes, mas também persas, romanos e bizantinos africanos. Ser muçulmano implica a aceitação total e obediência ativa à vontade revelada de Deus Todo-Poderoso. Um muçulmano é uma pessoa que aceita livremente basear as suas crenças, valores e fé na vontade de Deus Todo-Poderoso. No passado, mesmo não muito utilizada hoje, a palavra "maometanos" era frequentemente usada como um rótulo para os muçulmanos. Esse rótulo é um equívoco e é resultado de uma distorção deliberada ou por pura ignorância. Uma das razões para o equívoco é que os europeus foram ensinados ao longo dos séculos que os muçulmanos adoram/veneram o Profeta Muhammad, da mesma forma que os cristãos adoram/veneram Jesus (que a paz esteja com ele). Isto é absolutamente falso, visto que não é permitido a um muçulmano venerar qualquer criação de Deus Todo-Poderoso, só O Criador deve ser venerado e adorado.

 

 

Quem foi Muhammad?

O último e final profeta que Deus enviou à humanidade foi o Profeta Muhammad. Muhammad explicou, interpretou e viveu os ensinamentos do Islam. O Profeta Muhammad é o maior de todos os profetas, por muitas razões, mas principalmente porque os resultados da sua missão trouxeram mais pessoas para a pura crença n'Um Só Deus do que qualquer outro profeta. Mesmo que outras comunidades religiosas afirmem crer n'Um Só Deus, ao longo do tempo corromperam as suas crenças, tendo os seus profetas e santos como intercessores entre eles e Deus Todo-Poderoso. Algumas religiões acreditam que os seus profetas são manifestações de Deus, "Deus encarnado" ou o "Filho de Deus". Todas essas ideias falsas levam a criação a ser adorada em vez do Criador, o que contribuiu para a prática idólatra de acreditar que Deus Todo-Poderoso pode ser abordado através de intermediários. Para proteger contra essas falsidades, o Profeta Muhammad sempre enfatizou que ele era apenas um ser humano, responsável pela pregação da mensagem de Deus. Ele ensinou aos muçulmanos a referirem-se a ele como "o Mensageiro de Deus e Seu servo". Para os muçulmanos, Muhammad é o exemplo supremo de todas as pessoas - um profeta exemplar, estadista, chefe militar, regente, professor, vizinho, marido, pai e amigo. Ao contrário de outros profetas e mensageiros, o profeta Muhammad viveu na plena luz da história. Os muçulmanos não precisam ter "fé" que ele existiu e que os seus ensinamentos estão preservados - eles sabem que é um facto. Mesmo quando os seus seguidores eram apenas cerca de uma dúzia, Deus Todo-Poderoso informou a Muhammad que ele foi enviado como misericórdia para toda a humanidade. Como as pessoas tinham distorcido ou esquecido as mensagens de Deus, Deus prometeu proteger a mensagem revelada a Muhammad. Isso foi porque Deus Todo-Poderoso não prometeu enviar outro mensageiro, depois dele. Como todos os mensageiros de Deus pregaram a mensagem do Islam - ou seja, submissão à vontade de Deus e adoração a Deus só - Muhammad é realmente o último profeta do Islam, e não o primeiro.

 

 

Quais são os ensinamentos do Islam?

O fundamento da fé islâmica é a crença na Unicidade de Deus. Isto significa acreditar que só há Um Criador e Sustentador de tudo no Universo, e que nada é divino e digno de ser adorado, excepto Ele. Realmente, acreditar na Unidade de Deus significa muito mais do que simplesmente acreditar que existe "Um Deus" - em oposição a dois, três ou quatro. Há uma série de religiões que afirmam a crença n'Um Só Deus e acreditam que, em última análise, só há Um Criador e Sustentador do Universo. O Islam, no entanto, insiste não só nisto, mas também rejeita a utilização de termos como "Senhor" e "Salvador" a não ser se estivermos a falar de Deus Único. O Islam também rejeita a utilização de todos os intermediários entre Deus e o Homem, e insiste que as pessoas se aproximem de Deus diretamente e reservem toda a adoração para Ele Só. Os muçulmanos acreditam que Deus Todo-Poderoso é Compassivo, Amabilíssimo e Misericordioso.

 

A essência da falsidade é a afirmação de que Deus não pode perdoar e lidar com a Sua criação diretamente. Fazendo demasiada ênfase no fardo do pecado, bem como afirmando que Deus não pode perdoá-lo directamente, as falsas religiões procuram levar as pessoas ao desespero da misericórdia de Deus. Uma vez que convencidos de que não se podem aproximar de Deus diretamente, as pessoas podem enganar-se, voltando-se a falsos deuses para ajuda. Estes "falsos deuses" podem assumir várias formas, tais como santos, anjos, ou alguém que se acredita ser o "Filho de Deus" ou "Deus encarnado". Em quase todos os casos, as pessoas que adoram, rezam ou procuram a ajuda de um falso deus não o consideram, ou o chamam, um "deus". Eles afirmam a crença n'Um Deus Supremo, mas alegam rezar e adorar outros além de Deus para se aproximarem d'Ele. No Islam, há uma clara distinção entre o Criador e a criação. Não há qualquer ambiguidade na divindade - algo que é criado não é merecedor de adoração e só o Criador é digno de ser Adorado. Algumas religiões acreditam, de forma errada, que Deus tornou-se parte da Sua criação, e isso levou as pessoas a acreditar que podem adorar algo criado para chegar ao seu Criador.

 

Os muçulmanos acreditam mesmo que Deus é Único e está para além da nossa compreensão - Ele não tem "filho", sócios ou associados. Segundo a crença dos muçulmanos, Deus Todo-Poderoso "não gera nem foi gerado" - nem literalmente, alegoricamente, metaforicamente, física ou metafisicamente - Ele é absolutamente Único e Eterno. Ele está no controle de tudo e é perfeitamente capaz de dar a Sua Infinita Misericórdia e o Seu Perdão a quem Ele escolhe. É por isso que é chamado de Todo-Poderoso e Misericordioso. Deus criou o Universo para o Homem, e, como tal, quer o melhor para todos os seres humanos. Os muçulmanos veem tudo no Universo como um sinal do Criador e da benevolência de Deus Todo-Poderoso. Além disso, a crença na Unidade de Deus não é apenas um conceito metafísico. É uma crença dinâmica que afeta a nossa visão acerca da humanidade, da sociedade e de todos os aspetos da vida. Como um corolário lógico da crença islâmica na Unicidade de Deus, é crença na unidade da humanidade.

 

 

O que é o Alcorão (Qur'an)?

É a revelação final da vontade de Deus Todo-Poderoso para toda a humanidade, que foi transmitida através do anjo Gabriel, em árabe, para o Profeta Muhammad em seus sons, palavras e significados. O Alcorão, às vezes soletrado Corão, foi retransmitido para companheiros do Profeta, que memorizaram na íntegra, e foi publicamente e continuamente recitado por eles e seus sucessores até aos dias atuais. Em resumo, o Alcorão é o livro de orientação de Deus por excelência. O Alcorão é ainda memorizado e ensinado por milhões de pessoas. A língua do Alcorão, o árabe, ainda é uma língua viva para milhões de pessoas, ao contrário das escrituras de outras religiões, o Alcorão é ainda lido na sua língua original por incontáveis milhões de pessoas. O Alcorão é um milagre vivo na língua árabe, e é conhecido por ser inigualável no seu estilo, forma e impacto espiritual. A revelação definitiva de Deus para a humanidade, o Alcorão, foi revelada ao Profeta Muhammad durante um período de 23 anos. O Alcorão, ao contrário de muitos outros livros religiosos, sempre foi visto como a Palavra de Deus por aqueles que acreditaram nele, ou seja, não foi algo decretado por um conselho religioso muitos anos depois de ter sido escrito. Além disso, o Alcorão foi recitado publicamente à frente de ambos muçulmanos e não-muçulmanas durante a vida do Profeta Muhammad. O Alcorão inteiro também foi completamente escrito durante a vida do Profeta, e muitos companheiros do Profeta memorizaram todo o Alcorão, palavra por palavra, como foi revelado. Por isso, ao contrário de outras escrituras, o Alcorão esteve sempre nas mãos dos crentes comuns, sempre foi visto como a palavra de Deus e, devido à memorização generalizada, foi perfeitamente preservado. No que diz respeito aos ensinamentos do Alcorão - é uma escritura universal, e é dirigida a toda a humanidade, e não a uma tribo especial, ou "povo escolhido". A mensagem que ele traz não é nada de novo, mas é a mesma mensagem de todos os profetas - submeter-se ao Todo-Poderoso Deus e adorá-Lo somente. Como tal, a revelação de Deus no Alcorão foca em ensinar os seres humanos a importância de acreditar na Unidade de Deus e moldar as suas vidas em torno das orientações que Ele enviou. Além disso, o Alcorão contém as histórias dos profetas anteriores, como Abraão, Noé, Moisés e Jesus, assim como ordens e proibições de Deus. Nos tempos modernos em que muitas pessoas são apanhadas em dúvida, desespero espiritual e o "ser politicamente correto", os ensinamentos corânicos oferecem soluções para o vazio das nossas vidas e da turbulência que afecta o mundo de hoje.

 

 

Como é que os muçulmanos veem a Natureza do Homem, o propósito da vida e a vida depois da morte?

No Alcorão, Deus ensina que os seres humanos foram criados para O adorarem, e que a base de toda a verdadeira adoração é a consciência de que Deus existe e está perto. Uma vez que os ensinamentos do Islam abrangem todos os aspectos da vida e da ética, ter consciência de que Deus existe é incentivada em todos os assuntos humanos. O Islam deixa claro que todos os atos humanos são atos de adoração se eles são feitos só para Deus e de acordo com Sua Lei Divina. A veneração no Islam não se limita a rituais religiosos. Os ensinamentos do Islam agem como uma misericórdia e uma cura para a alma humana, e qualidades como a humildade, a sinceridade, a paciência e a caridade são fortemente encorajadas. Além disso, o Islam condena o orgulho e a auto-justiça, uma vez que Deus Todo-Poderoso é o único juiz da justiça humana. A visão islâmica da natureza do Homem é também realista e equilibrada. Não se acredita que os seres humanos são hereditariamente pecadores, mas são vistos como igualmente capazes de bem e mal. O Islam também ensina que a fé e a ação caminham lado a lado. Deus deu às pessoas o livre-arbítrio e a nossa fé é medida por ações. No entanto, os seres humanos também foram criados fracos e caem em pecado frequentemente. Essa é a natureza do ser humano criado por Deus, na Sua Sabedoria, e não é hereditariamente "corrupto" ou em necessidade de reparação. Isto porque o caminho do arrependimento está sempre aberto a todos os seres humanos, e Deus ama o pecador arrependido mais do que aquele que não peca de todo. O verdadeiro equilíbrio de uma vida islâmica é estabelecido por ter um temor saudável a Deus, bem como uma crença sincera na Sua infinita Misericórdia.

 

Uma vida sem temor a Deus que leva ao pecado e desobediência, acreditando ao mesmo tempo que pecámos tanto que Deus não nos vai perdoar, possivelmente só leva ao desespero. À luz disto, o Islam ensina que: somente os que não estão no caminho certo desesperam da Misericórdia do seu Senhor. Além disso, o Alcorão, que foi revelado ao Profeta Muhammad, contém uma grande quantidade de ensinamentos sobre a vida futura e o Dia do Juízo. Devido a isto, os muçulmanos acreditam que todos os seres humanos acabaram por ser julgados por Deus por suas crenças e ações na vida terrena. Ao julgar os seres humanos, Deus Todo-Poderoso será, simultaneamente, Misericordioso e Justo, e as pessoas só serão julgadas pelo que elas foram capazes. Basta dizer que o Islam ensina que a vida é um teste, e que todos os seres humanos prestarão contas perante Deus. Uma crença sincera na vida após a morte é a chave para levar uma vida bem equilibrada e moral. Caso contrário, a vida é vista como um fim em si, o que faz com que os seres humanos se tornem mais egoístas, materialistas e imorais.


You have no rights to post comments