Discriminação e Preconceito

Discriminação e Preconceito

Malcolm X disse: “A América precisa entender o Islam, porque esta é a única religião que apaga de sua sociedade o problema racial. Durante minhas viagens pelo mundo muçulmano, encontrei, conversei e até comi pessoas que, na América, seriam consideradas brancas, mas a atitude branca foi removida de suas mentes pela religião do Islam. Nunca antes tinha visto uma fraternidade sincera e verdadeira praticada por todos juntos, independentemente da cor.”


O que é discriminação e preconceito?

Discriminação é fazer uma distinção contra uma pessoa ou coisa com base no grupo, classe ou categoria a que pertence, em vez de basear o julgamento no mérito da ação individual.

Uma diferença simples entre preconceito e discriminação é que preconceito tem a ver com atitude, já a discriminação tem a ver com ação.

As formas de discriminação incluem calúnias verbais, falha em fornecer necessidades básicas, representação na mídia, remuneração justa, políticas justas de contratação e crimes de ódio. A discriminação pode ser cometida por indivíduos, grupos ou instituições.

A discriminação positiva ocorre quando um determinado grupo recebe privilégios especiais para compensar uma clara desvantagem. Por exemplo, pessoas com deficiência geralmente podem acessar as vagas de estacionamento mais próximas da entrada de um edifício.

O preconceito, por sua vez, pode existir onde quer que haja qualquer tipo de diferença entre as pessoas.

O preconceito com base no gênero é chamado de sexismo. Tanto mulheres, quanto homens podem ser vítimas disso, mas é mais comum que as mulheres sejam as vítimas.

O preconceito com base na etnia ou raça é conhecido como racismo. O preconceito de cor é a forma mais comum de racismo, já que a cor da pele é o sinal mais óbvio da raça à qual o indivíduo pertence.

É possível que ocorra racismo entre pessoas da mesma cor de pele. Ligados a isso estão os preconceitos com base na etnia – herança cultural, idioma, código de vestimenta tradicional, etc.

Existem formas de preconceito que combinam religião e raça e pode ser difícil distinguir entre os dois elementos. O preconceito em relação aos judeus é chamado de anti-semitismo. O preconceito em relação aos muçulmanos é denominado islamofobia.

Quais são as causas e origens do preconceito?

Os motivos do preconceito variam. Alguns estão relacionados a eventos históricos. Frequentemente, o preconceito é baseado na ignorância e desinformação. A solução é a educação, mas muitas pessoas optam por permanecer ignorantes, pois seus preconceitos, muitas vezes, as fazem se sentir superiores.

Vítimas de um tipo específico de bullying podem se tornar elas mesmas agressoras. Da mesma forma, se uma pessoa foi vítima de preconceito, existe a possibilidade de que venha a ter opiniões similares em relação a outras pessoas.

A educação de uma pessoa pode fazer com que ela se torne preconceituosa. Se os pais tiverem preconceitos próprios, há uma chance de que essas opiniões sejam transmitidas à próxima geração.

Uma experiência ruim com alguém de um determinado grupo pode fazer com que uma pessoa pense em todas as pessoas desse grupo da mesma maneira. Isso é chamado de estereotipagem e pode levar ao preconceito.

A mídia também tem uma influência poderosa sobre as pessoas no século 21 e pode ser responsável por promover um estereótipo de um grupo específico.

Quais são os efeitos do preconceito e da discriminação?

O preconceito faz com que a vítima se sinta inferior à sua condição humana. Quando as pessoas são desvalorizadas pelos outros, sua autoestima é prejudicada e elas param de tentar melhorar a si mesmas.

Frequentemente, o preconceito pode levar ao bullying e outras formas de discriminação.

Isso cria uma atmosfera de medo pelo que pode acontecer a qualquer momento e medo pelo que o futuro reserva. As consequências do preconceito e da discriminação podem fazer com que indivíduos e comunidades inteiras se sintam vulneráveis, amedrontados e sem valor. Em casos extremos, isso pode levar uma pessoa ao suicídio ou, até mesmo, levar ao genocídio (como demonstrado durante a Segunda Guerra Mundial, com o extermínio de 6 milhões de judeus).

Discriminação positiva

Nem toda discriminação é algo ruim. Nas últimas décadas, leis foram aprovadas para criar facilidades a grupos minoritários ou portadores de deficiências e limitações (como, por exemplo, legislação que obriga um melhor acesso aos edifícios para pessoas com deficiência; ou política de cotas raciais e sociais em universidades, etc).

Algumas empresas, por exemplo, estabelecem cotas mínimas para o número de mulheres em cargos de autoridade ou cotas para pessoas portadoras de deficiência. Esse tipo de ação tem como objetivo mostrar que as pessoas que sofreram preconceito no passado têm plena capacidade de cumprir um papel importante na sociedade caso tenham oportunidade.

O artigo continua: clique para ler sobre a visão islâmica deste tema

O Islam e o Ser Humano